O Brasil tem o maior mercado de games da América Latina e o 12º do mundo, com a estimativa de que cerca de R$ 12 bilhões sejam movimentados pelo setor apenas em 2021. Caso os números sejam de fato atingidos, isso representaria um crescimento de 5,1% nas receitas em comparação ao ano anterior.
Os números, levantados em pesquisa realizada pela empresa Newzoo, demonstram a importância da proporção desse mercado brasileiro em relação ao contexto global, onde também se identifica um crescimento constante no setor.
Por isso, selecionamos algumas curiosidades sobre o mercado brasileiro para você fã de games entender um pouco mais do contexto no qual acontece a sua – e a nossa – diversão!
Em qual dispositivo se joga mais no Brasil?
Entre os gamers brasileiros, predomina o uso dos chamados dispositivos mobile – ou seja, celulares do tipo smartphone ou tablets. Eles representam 47% do mercado no Brasil.
Já os jogos lançados para consoles como PlayStation e XBox representam 29% do mercado no país, enquanto PC’s ficam com 24%.
Essa tendência de predominância do uso de celulares e tablets para jogar também é identificada internacionalmente, fruto dos avanços tecnológicos desse setor e também das melhores condições de conexão com a Internet.
Segundo a GSM Intelligence, são mais de cinco bilhões dispositivos móveis existentes hoje no mundo.
Quantas pessoas participam dessa cultura?
Além das cifras bilionárias, obviamente o mercado de games no Brasil envolve muitos jogadores, que são os consumidores e o motivo de existência dessas plataformas e produtos. Segundo a pesquisa Game Brasil 2021, 72% dos brasileiros com acesso a internet joga algum tipo de jogo, independentemente de qual plataforma seja utilizada.
Segundo dados publicados pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, órgão do governo responsável pelo setor, em 2020 o Brasil atingiu o número de 152 milhões de pessoas com acesso à Internet – com 81% da população com mais de anos tendo conexão à disposição em sua casa.
Com isso, há um crescimento significativo não só do uso de games como também de diversas ferramentas e aplicativos, como o online banking.
Qual perfil dos jogadores brasileiros?
Ainda de acordo com a pesquisa Game Brasil 2021, a faixa etária que tem mais jogadores no Brasil é a que vai de 20 a 24 anos, com 22,5%. Na sequência estão os gamers com idade entre 25 e 29 anos, que são 18,6%, e os de 30 a 34 anos, que são 16,7%.
Em relação ao gênero, a predominância é feminina, diferentemente do que muita gente pode pensar. As mulheres são 51,5% do público gamer no Brasil, contra 48,5% de jogadores homens.
Impactos da pandemia de Covid-19
Uma das explicações para os bons resultados recentes do mercado de games é que este é um setor que não foi tão prejudicado pela pandemia de Covid-19 como outros, que dependem mais de atividades presenciais para seu desenvolvimento, como o setor de eventos e de cultura.
Segundo a pesquisa anteriormente citada, o consumo de games não só não diminuiu na pandemia como aumentou: 46% dos entrevistados diz ter jogado mais durante o período de isolamento social e limitação das atividades e circulação.
Streamers brasileiros de games estão entre os principais do mundo
Outro indício da força da cultura gamer no Brasil é o sucesso de comunicadores que realizam transmissões em stream – os chamados streamers – jogando ou comentando games.
Nome importante nessa cena e um dos primeiros a se popularizar jogando virtualmente Counter Striker, o streamer Gaules foi o segundo mais assistido em todo o planeta no ano de 2020.
Tendo já ultrapassado a marca de 24 mil horas de transmissão ao vivo – ou seja, mais de mil dias de streaming! – Gaules já obteve 254 milhões de visualizações e é apenas um dos muitos nomes brasileiros com números muito relevantes nesse contexto.
Diversão familiar
Quando os games começaram a se popularizar e a se difundir mundial e também nacionalmente, parte da mídia repercutia certa preocupação com o uso excessivo de jogos por parte de crianças e adolescentes, que poderiam se tornar “viciados” nos jogos eletrônicos.
Havia, assim, uma certa discriminação em torno dessa prática por parte de alguns pais, mães e educadores. O cenário atualmente é outro.
Segundo pesquisa realizada pelo Sioux Group, 71% dos pais têm o costume de jogar com seus filhos. O mesmo levantamento também aponta que 60,2% pais gostam que seus filhos tenham a prática de jogar.
Geração de empregos
Se para a maioria das pessoas games são sinônimo de diversão, eles também são, para muita gente, uma fonte de sobrevivência e oportunidades de trabalho.
Segundo o Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais, em 2018 o Brasil tinha 375 empresas desenvolvedoras de jogos, que geram milhares de empregos diretos e indiretos e ajudam muita gente a realizar seus sonhos.
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