No auge da guerra SNES-Mega Drive surgia um game diferente de tudo o que já havia sido feito antes, seu nome é Rock n’ Roll Racing. E este nome mostrava a que o game veio, Rock na veia cara! Para quem jogou sabe do que estou falando, era muito som e muita destruição (como o Burnout dos dias de hoje). Tudo o que um amante da boa destruição estava lá, a sonzeira e mísseis na bunda alheia marcavam época, para aqueles que tiveram a infelicidade de não jogá-lo ainda, corram e procurem que não há como se arrepender!
História
História? Esqueça-a, não há história alguma! Tudo o que há é um campeonato interplanetário entre competidores muito estranhos em planetas diversos (são seis). Ganha o torneio quem conseguir mais pontos durante as corridas. E é isso que torna o game ainda mais mirabolante, cada corrida é de vida ou morte (literalmente). Resumindo, esqueça mesmo a história, porque se houvesse uma, você nem ligaria para ela.
Trilha sonora
Difícil, não é? O fato é que a trilha sonora dos games na época não erm tão marcantes assim, tirando-se é claro algumas exceções. Mas no caso de R3 não há como negar que a trilha não é marcante, afinal as grandes lendas estavam no game, com arranjos muito bem elaborados para o game.
É óbvio que R3 não fez para o Rock o mesmo que Guitar Hero. Contudo ele fez algo muito mais profundo que o game da Harmonix: ele trouxe pela primeira vez algumas das músicas mais marcantes desse gênero para uma nova forma de entretenimento. Funcionava assim: o rock deixava de ser um produto meramente musical para invadir os lares com uma nova roupagem, hipnotizando os jovens da época. Born to be Wild, Paranoid e Highway Star estavam lá para embalar a destruição e o caos galáctico. Abaixo a trilha sonora do game nas duas plataformas:
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- George Thorogood – Bad To The Bone
- Black Sabbath – Paranoid
- Henry Mancini – Peter Gun
- Deep Purples – Highway Star
- SteppenWolf – Born To Be Wild
- Golden Earring – Radar Love (exclusivo na versão Mega Drive)
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Gráficos
Apesar de pouca variação, os cenários eram outro ponto forte do game, destaque para o próprio inferno e a possibilidade de jogar seus adversários rumo a destruição das chamas infernais, tudo numa visão isométrica. Outro fator no que se refere aos gráficos, eram as explosões. E que explosões! Podiam ser causadas pelos mísseis, raios e bombas plantadas no solo.
Legal também eram os carros que iam melhorando conforme os upgrades que você faz durante o game. Há também a possibilidade de comprar outros carros e mudá-los de cor. Sério, sua máquina ficava muito foda conforme o progresso.
*Postado originalmente no RevistaGames