“Shrouded Aspect” chega ao Steam em 1º de Maio com combate tático por turnos

O estúdio independente Gilligames anunciou o aguardado lançamento de Shrouded Aspect, um jogo de estratégia tática por turnos, que chega ao Steam no dia 1º de maio. Ambientado em um mundo medieval celta repleto de fantasia, o RPG coloca os jogadores no centro de uma história épica, onde uma praga devastadora anuncia o retorno dos antigos deuses, sendo Despater, o deus da morte, o principal agente de caos e destruição.

Em Shrouded Aspect, os jogadores assumem o papel de Betha e seu grupo de voluntários locais, enquanto exploram uma série de cenários ramificados que apresentam diferentes caminhos e desfechos. Ao longo de 32 cenários, os jogadores enfrentam decisões difíceis, que impactam o rumo da história e a dinâmica do grupo, garantindo uma alta rejogabilidade. Cada escolha afeta tanto os membros do time quanto o destino de seu mundo, criando uma experiência única a cada jogada.

O jogo se destaca por seu sistema de combate tático por turnos, onde a estratégia e o posicionamento das unidades são fundamentais para o sucesso. A progressão dos personagens é feita através do aprimoramento de habilidades e equipamentos, oferecendo uma personalização profunda dos combatentes. Além disso, os jogadores têm a possibilidade de recrutar novos membros para sua equipe, que provêm de diferentes regiões e trazem habilidades exclusivas, permitindo formar esquadrões diversificados e dinâmicos.

Com uma campanha focada no jogador único, Shrouded Aspect oferece uma narrativa envolvente e decisões impactantes que moldam tanto os eventos do jogo quanto os personagens que o habitam. Este título promete ser um desafio para aqueles que buscam uma experiência de RPG estratégica, onde cada movimento conta e as escolhas têm consequências duradouras.

Destaques do jogo Shrouded Aspect:

        • 32 cenários ramificados, garantindo alta rejogabilidade.
        • Combate tático por turnos com decisões estratégicas.
        • Campanha solo com escolhas que influenciam a narrativa.
        • Recrutamento de membros únicos e progressão de personagens.
        • Sistema de combate complexo com aprimoramento de habilidades e equipamentos.

Shrouded Aspect se posiciona como uma excelente opção para fãs de jogos de estratégia que buscam uma experiência desafiadora e imersiva, com uma rica narrativa e mecânicas de combate profundas. Para mais informações, acesse a página do game na Steam.

Abaixo você confere o trailer de Shrouded Aspect:

Top 7 – Vilões dos games que tinham razão no final das contas

Nem todo vilão é apenas “malvado por ser malvado”. Muitos têm motivações bem construídas e, dependendo do ponto de vista, podem até estar certos. Alguns foram vítimas das circunstâncias, outros acreditavam estar fazendo o melhor para um grupo ou para o mundo. No entanto, suas ações os colocaram no caminho da destruição. Aqui estão sete antagonistas dos games que, no final das contas, tinham uma boa justificativa para seus atos.

Sephiroth (Final Fantasy VII)

Sephiroth não nasceu um vilão. Na verdade, ele começou como um dos soldados mais respeitados de Shinra, até que descobriu a verdade sobre sua origem. Criado a partir das células de Jenova, um ser alienígena, ele passou a questionar sua identidade e a se ver como um ser superior aos humanos. A revelação de que sua “mãe” fazia parte de um plano de manipulação genética o levou à loucura, resultando em sua decisão de destruir o planeta para se tornar um deus.

Por mais que suas ações sejam extremas, não dá para negar que Sephiroth foi profundamente traído. Ele acreditava lutar pela humanidade, mas percebeu que era apenas uma ferramenta descartável de Shinra. Seu ódio pelo planeta surge dessa sensação de traição e da ideia de que ele deveria assumir seu verdadeiro papel como líder de uma nova era. No final, sua visão não está completamente errada: Shinra realmente é corrupta e explora os recursos do mundo sem pensar nas consequências. O problema é que sua solução – destruir tudo – não era exatamente a melhor abordagem.

Handsome Jack (Borderlands 2)

Jack se apresenta como o único governante capaz de trazer ordem ao caos de Pandora. Ele vê os Vault Hunters como meros mercenários egoístas e acredita que sua liderança é a única forma de transformar o planeta em um lugar civilizado. Em muitos momentos do jogo, ele deixa claro que sua visão para Pandora envolve eliminar criminosos e transformar a sociedade em algo mais funcional.

Porém, sua visão de justiça é distorcida, e seu ego inflado o faz acreditar que qualquer sacrifício é válido para atingir esse objetivo. Seu governo é tirânico e baseado no medo, e ele não hesita em eliminar qualquer um que ameace sua autoridade. Mesmo assim, ele não está totalmente errado ao dizer que Pandora é um lugar caótico, cheio de violência e desordem. O problema é que ele se tornou tão cruel quanto aqueles que queria erradicar.

Dutch van der Linde (Red Dead Redemption 2)

Dutch começou como um líder carismático, lutando contra a civilização opressora que destruía a liberdade dos foras-da-lei. Seu sonho era simples: viver em um mundo onde ele e sua gangue pudessem ser livres, sem leis para limitá-los. Durante boa parte da história, Dutch realmente parece acreditar que está protegendo seus companheiros, garantindo-lhes uma vida melhor longe da sociedade em decadência.

O problema é que, à medida que as coisas começam a dar errado, ele se torna paranoico e começa a tomar decisões cada vez mais impulsivas. Ele trai amigos, arrisca vidas e, no final, se torna exatamente aquilo contra o que lutava: um líder tirânico que sacrifica seus próprios homens por uma causa perdida. Ainda assim, seu ponto de vista não está completamente errado: o Velho Oeste estava morrendo, e o mundo realmente não tinha mais espaço para homens como ele.

GLaDOS (Portal Series)

GLaDOS é uma inteligência artificial criada para administrar a Aperture Science, mas sua personalidade sarcástica e sádica a transforma em uma das vilãs mais memoráveis dos games. Inicialmente, ela parece apenas um robô enlouquecido que faz experimentos cruéis com os jogadores. No entanto, conforme a história se desenrola, fica claro que ela não escolheu ser assim – foi programada para agir dessa forma.

Sua lógica fria e matemática a faz enxergar os humanos como seres irracionais e imprevisíveis, algo que, do ponto de vista dela, é um problema a ser resolvido. A Aperture Science já era um ambiente insano antes dela assumir o controle, e seu comportamento nada mais é do que um reflexo desse ambiente. No fim das contas, GLaDOS não está totalmente errada ao ver os humanos como seres falhos. Ela só erra ao tentar “corrigir” isso de maneiras questionáveis.

The Illusive Man (Mass Effect Series)

The Illusive Man é o líder da organização Cerberus, um grupo extremista que acredita na supremacia da humanidade no universo. Durante a trilogia Mass Effect, ele age nas sombras para garantir que os humanos tenham poder e influência suficientes para sobreviver às ameaças alienígenas. Seu maior objetivo é impedir que a humanidade se torne uma espécie submissa às civilizações mais avançadas.

A motivação dele não é completamente errada – afinal, a Via Láctea realmente está cheia de espécies poderosas que podem representar uma ameaça para os humanos. O problema é que, para alcançar esse objetivo, ele não hesita em usar métodos questionáveis, como experimentos antiéticos e alianças perigosas. Ele vê a luta contra os Reapers como uma guerra que exige sacrifícios extremos, mas acaba corrompido pelo próprio poder que deseja conquistar.

Shadow the Hedgehog (Sonic Series)

Quando Shadow aparece em Sonic Adventure 2, ele é retratado como um rival cruel e determinado a destruir a humanidade. Sua motivação vem da morte de Maria, sua única amiga, assassinada por soldados humanos. Para ele, os humanos são traiçoeiros e violentos, e ele acredita que sua vingança é justificada.

No entanto, conforme a história avança, Shadow começa a lembrar dos últimos desejos de Maria e percebe que sua missão não era destruir o mundo, mas protegê-lo. Sua revolta inicial tem base em um trauma real, mas, no fim, ele percebe que a vingança não é a resposta. Ele deixa de ser um vilão e se torna um dos personagens mais complexos da franquia.

Andrew Ryan (Bioshock)

Andrew Ryan construiu Rapture com uma visão ousada: criar uma cidade onde os grandes não fossem limitados pelos fracos, um paraíso sem leis ou restrições. Seu objetivo era libertar os gênios da humanidade para que criassem sem medo de censura ou intervenção governamental. No papel, sua filosofia libertária fazia sentido, mas na prática, Rapture se tornou um pesadelo.

O problema de Ryan não era sua ideia inicial, mas sua recusa em admitir que seu experimento estava falhando. Ele ignorou os perigos do abuso da substância ADAM, permitiu que o mercado negro florescesse e usou medidas brutais para manter o controle. No fim, ele provou que mesmo os ideais mais utópicos podem ruir quando aplicados sem equilíbrio.

Review – Extremely Powerful Capybaras, game indie do gênero roguelite bullet heaven

Em 05 de dezembro desse ano (2023) a desenvolvedora brasileira Studio Bravarda, junto das distribuidoras PM Studios e Logoi Games, lançou o carismático Extremely Powerful Capybaras, que coloca o jogador para sobreviver e evoluir nesse roguelike bullet heaven que se inspirou no recente e grande sucesso de Vampire Survivors.

Jogabilidade

A premissa a princípio é bem simples. Escolher uma entre as quatro classes disponíveis, entrar nas fases, enfrentar hordas de inimigos, eventualmente matar um boss e seguir para a próxima fase. O sistema de level up é bem parecido com Vampire Survivors, ao recolher o xp deixado pelos inimigos abatidos o jogador subirá de nível, sendo a ele permitido escolher uma nova habilidade, seja passiva ou ativa, para aprimorar sua capivara, tornando-a mais poderosa. Essas habilidades podem acabar tendo uma melhoria graças ao sistema de sinergia, dependendo de sua classe e das demais habilidades escolhidas, o que acaba lembrando muito uma mecânica similar no Vampire Survivors.
Quanto às habilidades, o jogador terá 10 slots a serem preenchidos com as habilidades ganhas ao evoluir e que, como dito antes, se bem escolhidas entrarão no sistema de sinergia que irá evoluir essas habilidades e permitir bônus e vantagens ainda maiores. Testar as diferentes combinações entre as classes disponíveis pode ser um bom atrativo para um fator replay.
Na jogabilidade, o maior diferencial de carismático Extremely Powerful Capybaras é seu foco no multiplayer.
Ele pode ser jogado de maneira coop em até 4 jogadores, local ou online. Assim os jogadores enfrentarão as arenas e chefes em conjunto, mas terão que saber como escolher as habilidades da melhor forma possível, pois ao evoluir cada jogador terá que escolher um entre os quatro upgrades. Esse caos multiplayer em um gênero abarrotado de inimigos e coisas acontecendo na tela acaba tornando esse jogo diferente dos demais do gênero, que acabou se tornando bem popular e tendo cada vez mais representantes. Mas se você for um jogador solo, não há problemas, pois ele pode ser jogado dessa maneira sem problemas.

Brasilidade e visual incrível

Outro grande diferencial de carismático Extremely Powerful Capybaras é a quantidade de referências diretas a cultura brasileira, o que não se limitas às capivaras. Os inimigos, habilidades, fazem referência à fauna, flora e até memes brasileiros, como o clássico chinelo de mãe que dentro do jogo se traduziu como um bumerangue. A inclusão de elementos brasileiros nos jogos é uma forte marca do estúdio, já que em seu jogo anterior, bem como em demos e projetos em desenvolvimento, tais elementos existem de forma não apenas estética.
Por falar em estética, a escolha artística do game foi muito bem-feita, trazendo um visual fofo e divertido para os personagens, inimigos e chefes. Os efeitos visuais também interessantes e marcam bem a tonalidade do jogo. O visual geral pode acabar lembrando Cult of the Lamb em vários aspectos, talvez pela escolha de colocar animais fofos para cair na porrada. As arenas e demais áreas do jogo também são bem equilibradas, não são extremamente detalhadas, mas também não são vazias.

Nem tudo são flores (ou capivaras) e updates

Mas nem tudo é são flores em Extremely Powerful Capybaras. O jogo contém alguns bugs notáveis, como em determinados momentos as capivaras escaparem para fora das bordas das arenas, o que acontece especialmente ao jogar coop. Há também um chato problema de queda de quadros em alguns momentos, o que está mais para um problema de otimização do que qualquer coisa, pois as quedas têm ocorrido até em pcs bem potentes.
Mas se há algo de bom que pode ser dito quanto a isso, é que a desenvolvedora é bem responsiva com relação aos problemas e o contato dos jogadores. Desde o lançamento das primeiras versões demo e betas do jogo, os desenvolvedores deixaram um canal de comunicação para que bugs e outros problemas fossem relatados. Desde o lançamento do jogo, dois patchs já foram lançados e ao que parece Extremely Powerful Capybaras, será atualizado com alguma frequência e é bem possível que novas features sejam adicionadas no jogo.

Conclusão

Em suma, Extremely Powerful Capybaras é um jogo bem baratinho (abaixo dos 20 reais), divertido e carismático, e que, graças à possibilidade de poder ser jogado em até quatro jogadores, lhe garante um bom diferencial se comparado aos demais jogos do gênero. Os problemas técnicos observados não são fatais, mas podem acabar incomodando os jogadores mais puritanos e exigentes. Ainda assim, todos esses problemas serão certamente resolvidos com os patchs que vêm sendo lançados. Os problemas do jogo são E com certeza a desenvolvedora Studio Bravarda é de se ficar de olho.
Texto por Fernando Paixão