Top 8 – Jogos que combatem fake news e desinformação

Na era digital, identificar e combater fake news e desinformação é fundamental para proteger a sociedade contra os perigos da manipulação informacional. Embora os termos sejam frequentemente usados como sinônimos, eles têm diferenças importantes. Fake news refere-se a notícias fabricadas, criadas deliberadamente para enganar ou manipular. Já a desinformação engloba um fenômeno mais amplo, incluindo a distorção de fatos reais ou a propagação inadvertida de conteúdo falso. A gravidade dessas práticas está evidente em seu impacto global, desde influências em eleições até a propagação de mitos sobre saúde pública.

No Brasil, essa discussão é ainda mais urgente, especialmente para os jovens. Com o avanço da tecnologia e o aumento do consumo de informações por redes sociais, muitos políticos e grupos de interesse têm explorado fake news para manipular a opinião pública e desestabilizar o processo democrático. O futuro dessa geração está em jogo, e a conscientização é a chave para reverter esse cenário. Nesse contexto, iniciativas que unem entretenimento e educação, como jogos eletrônicos que abordam o tema, desempenham um papel essencial. Esses jogos não apenas diverte, mas também oferecem ferramentas para reconhecer e combater a desinformação.

Conheça alguns jogos que combatem fake news e a desinformação

1. Bad News

Bad News

Desenvolvido pela DROG em 2018, “Bad News” é um jogo de navegador que coloca o jogador no papel de um criador de fake news. A mecânica consiste em tomar decisões estratégicas para ganhar seguidores e influenciar a opinião pública. O objetivo do jogo é mostrar as táticas utilizadas na manipulação da informação, como a criação de manchetes sensacionalistas e o uso de bots para disseminação em massa.

Ao explorar essas técnicas, o jogo ensina aos jogadores a identificar sinais de fake news e a resistir à tentação de compartilhar conteúdo enganoso. Seu formato interativo e educativo é especialmente atraente para jovens e pode ser utilizado em contextos pedagógicos para promover discussões críticas sobre o tema. O game está disponível aqui.

2. Fake It To Make It

Criado de forma independente por Amanda Warner em 2017, este jogo também é acessível por navegadores. Aqui, o jogador simula a criação de um negócio lucrativo baseado na propagação de fake news. O foco da mecânica é em como gerar engajamento usando táticas como segmentação de público e escolha de assuntos polêmicos para viralização.

O jogo demonstra como é fácil lucrar com a desinformação, ao mesmo tempo em que alerta para os danos sociais causados por ela. A experiência oferece uma visão crítica das dinâmicas que alimentam a economia da desinformação nas redes sociais. Jogue-o aqui.

3. Factitious

Desenvolvido pelo American University Game Lab em 2017, “Factitious” é um jogo de navegador que desafia os jogadores a identificar se as notícias apresentadas são reais ou falsas. A mecânica consiste em deslizar a notícia para a direita ou esquerda, como em aplicativos de namoro, com base na credibilidade do conteúdo.

Com um design simples e intuitivo, o jogo oferece feedback imediato sobre as escolhas do jogador, ajudando a refinar a capacidade de avaliar fontes e identificar elementos suspeitos. É uma ferramenta divertida e eficaz para treinar a habilidade de reconhecer fake news.

4. NewsFeed Defenders

NewsFeed Defenders

Desenvolvido pelo iCivics em 2018, este jogo gratuito para navegadores desafia os jogadores a gerenciar um feed de notícias, evitando a propagação de fake news enquanto maximizam o engajamento. A mecânica inclui verificar fontes, identificar vieses e tomar decisões rápidas para moderar conteúdo.

O jogo enfatiza a importância de um consumo crítico de informações, mostrando como as fake news podem distorcer o debate público. Seu formato interativo incentiva os jogadores a aplicar as lições aprendidas na vida real. Disponível na Play Store.

5. Harmony Square

Harmony Square

Lançado pela Cambridge Social Decision-Making Lab em 2020, “Harmony Square” segue uma mecânica similar ao “Bad News”. Nele, os jogadores criam e espalham desinformação para causar divisões sociais em uma pacífica cidade fictícia. Disponível para navegadores, o jogo é gratuito e tem uma duração curta, ideal para treinamentos rápidos.

Seu objetivo é conscientizar sobre como a manipulação de emoções e a polarização podem ser usadas como armas políticas. É amplamente utilizado em workshops e contextos educacionais.

6. Go Viral!

Desenvolvido em 2020 pela Universidade de Cambridge em parceria com a OMS, “Go Viral!” foi projetado para combater a desinformação relacionada à saúde durante a pandemia de COVID-19. O jogo tem uma mecânica simples, onde os jogadores aprendem a identificar táticas de manipulação, como teorias da conspiração e desinformação visual.

Fácil de jogar e acessível por navegadores, “Go Viral!” destaca como a desinformação pode afetar decisões críticas, especialmente em temas de saúde. O jogo é ideal para conscientizar o público geral de forma rápida e eficaz.

7. Fake News Inc.: Plague Game

Fake News Inc - Plague Game

Criado pela Tapps Games em 2018, este jogo mobile coloca o jogador no papel de um criador de fake news que busca construir um império de desinformação. A mecânica gira em torno de planejar estratégias de manipulação para maximizar o alcance de notícias falsas.

Com um design atraente e desafiador, o jogo chama a atenção para as táticas utilizadas por criadores de fake news, ajudando os jogadores a compreenderem os perigos associados à desinformação. Apesar de seu formato leve e divertido, ele oferece uma crítica contundente ao impacto das notícias falsas na sociedade. Disponível para Android,

8. Troll Factory

Troll Factory

Lançado em 2019 pela Yle Kioski, uma produtora finlandesa, “Troll Factory” é um jogo disponível em navegadores que coloca o jogador no papel de um troll digital. A mecânica foca em criar postagens provocativas e memes para gerar polarização e engajamento.

O objetivo do jogo é ilustrar como trolls operam nas redes sociais, utilizando técnicas de manipulação emocional e polarização política. Ao expor essas práticas, “Troll Factory” ensina aos jogadores como identificar e evitar cair em armadilhas de trolls digitais.

Conclusão

A combinação de jogos eletrônicos com a conscientização sobre fake news e desinformação oferece uma poderosa ferramenta para a sociedade. Esses jogos não apenas entretêm, mas também educam, promovendo um consumo crítico de informações e fortalecendo as defesas contra manipulações. No contexto brasileiro, onde as fake news têm sido amplamente usadas para influenciar decisões políticas e sociais, especialmente entre os jovens, essas iniciativas se tornam ainda mais relevantes.

Ao explorar os mecanismos por trás da criação e disseminação de notícias falsas, esses jogos ajudam a construir uma sociedade mais informada e preparada para os desafios da era digital. Incorporá-los em estratégias educativas, especialmente nas escolas, pode ser um passo significativo para formar cidadãos conscientes e resilientes frente à desinformação. O futuro da democracia e da convivência social pode muito bem depender do quanto conseguimos educar as próximas gerações para lidar com esse desafio.

Habbo Hotel incentiva a vacinação e reforça a importância social dos jogos

Quem costuma jogar Habbo Hotel, o social game mais amado do país, terá uma grata surpresa: acaba de ser aberto um posto de vacinação dentro do hotel para divulgar o Movimento Vacina Brasil, importante ação da Campanha Nacional de Multivacinação, realizada pelo Ministério da Saúde, para convocar crianças e adolescentes menores de 15 anos para atualizar a caderneta de vacinação.

Até o final do mês, o jogo abrigará em sua comunidade um Posto de Vacinação, similar ao do Sistema Único de Saúde (SUS), para incentivar e reforçar a importância da vacinação por meio de informações. Os jogadores serão direcionados ao posto e estimulados a responderem questões sobre o tema. Feito isso, cada um deles receberá um emblema do Movimento Vacina Brasil, que ajudará a proteger e conscientizar toda a comunidade do Haboo Hotel.

“Muitos desenvolvedores de games se empenham ao máximo para simular o que acontecimentos da vida real e o engajamento dos jogadores é muito grande. Realizar a ação dentro do Haboo Hotel, foi a escolha perfeita para impactar os jovens e fazer com que as informações recebidas sobre a importância da vacinação sejam repassadas para suas famílias e amigos. O jogo é clássico que completa 20 anos e mantêm 400 mil jogadores ativos por mês. Nesse caso, se trata de uma ação importante também para reforçar a função social dos jogos”, explica Leandro Veríssimo, country manager da Azerion, grupo da qual a Sulake, empresa criadora do icônico Habbo Hotel, pertence.

O objetivo do Habbo Hotel é conscientizar jovens e adolescentes sobre a necessidade de manter a caderneta de vacinação atualizada, uma ação importante para a prevenção de doenças. Lembre-se que sua saúde e a de seus parentes é primordial.

Phoenix BR conta história de superação após sofrer AVC aos 19 anos de idade durante jogo online

Não é incomum jogadores de videogames passar horas em frente a TV desbravando mundos fantásticos, entretanto alguns casos servem de alerta para não deixar a saúde de lado. Um bom exemplo é do jovem Guilherme Nogueira – Phoenix BR – que negligenciou uma dor de cabeça intensa durante uma sessão online. Pensando ser algo sem importância, talvez devido à própria tensão natural do jogo, não quis sair da partida. Mas ao terminar, a dor ficou insuportável e Guilherme pediu ao irmão para levá-lo ao hospital. Chegando lá, recebeu um diagnóstico inesperado: estava tendo um Acidente Vascular Cerebral (AVC), o popular derrame, que impede a circulação de sangue no cérebro e pode causar danos permanentes à função cerebral e até levar à morte.

A forma isquêmica do AVC é a mais comum e ocorre em 85% dos casos. Caracteriza-se pela obstrução a um vaso sanguíneo que fornece sangue ao cérebro, bloqueando a passagem de oxigênio para as células locais, chamadas de neurônios, causando a sua morte. Já na hemorrágica, um vaso enfraquecido rompe e sangra no cérebro, causando inchaço e aumento da pressão local 3. O AVC é uma das principais causas de morte e a principal causa de incapacidade no mundo 4 5. Segundo a World Stroke Organization, 1 em cada 4 pessoas terá um AVC ao longo da vida.

Na época Guilherme tinha 16 anos e como seu caso foi sério, levou três anos em recuperação gradativa. Desde então Phoenix BR têm usado seu canal no Youtube, onde conta com mais de 680 mil inscritos, para alertar sobre a doença. O objetivo é alertar os jogadores sobre os cuidados básicos com a saúde.

“Meu objetivo é chamar atenção das pessoas sobre a importância do rápido atendimento em casos de AVC. Se eu estou aqui para contar essa história foi por causa do rápido reconhecimento dos sintomas e da agilidade da equipe que me recebeu no hospital”, explica.

O gamer aderiu à campanha A Vida Conta, uma iniciativa da ONG Rede Brasil AVC em parceria com a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, com apoio da Boehringer Ingelheim. Phoenix BR gravou um vídeo que está disponível em suas redes sociais e nos canais da Rede Brasil AVC, ONG formada por profissionais de diversas áreas que unidos lutam para diminuir o número de casos da doença, melhorar o atendimento pré-hospitalar e hospitalar ao paciente, melhorar a prevenção ao AVC, propiciar a reabilitação precoce e reintegração social.

Menos de 2% das pessoas acometidas pelo AVC estão na faixa etária entre 18 e 29 anos. A neurologista e presidente da Rede Brasil AVC, Dra. Sheila Martins, explica que a cada minuto sem tratamento do AVC, 1,9 milhão de neurônios são perdidos. Para se manter longe do risco, a médica recomenda não fumar, diminuir o sal na dieta, comer mais frutas e vegetais, praticar de atividades físicas regulares e restringir o consumo bebidas alcoólicas, já que cerca de 90% dos AVCs são associados a fatores de risco que podem ser prevenidos Sobre a campanha A Vida Conta

Abaixo você confere o vídeo da campanha com Phoenix BR: