O que você precisa saber sobre o Google Stadia

Já fazia algum tempo que as grandes players do mercado ambicionavam desenvolver um sistema que dispensasse a necessidade de mídias físicas, vide a desastrosa apresentação do Xbox One em 2013. A recepção da caixa da Microsoft foi mal recebida graças as políticas pouco amistosas de DRM. A empresa de Redmond acabou voltando atrás na ideia de ter um console permanentemente conectado à internet, mas serviu para deixar a comunidade de sobreaviso: uma hora isto iria acontecer.

No decorrer dos anos que se seguiram a Microsoft continuou mantendo viva a ideia de ter um sistema para quem quer jogar online, porém ao invés de manter o DRM, a empresa passou a incentivar os jogadores a continuar no mundo online. Para isso, continuou os esforços com a Xbox Live e criou o serviço Xbox Game Pass – altamente elogiado pela comunidade gamer. A Sony, por outro lado, colheu os louros bilionários do serviço PS Now, bem como a EA com seu Acess.

A Google quer jogar

Com todas as empresas ganhando rios de dinheiro com a ideia de “alugar” jogos através de uma assinatura mensal, ficou claro que a moda veio pra ficar. E não é por menos, considere esses serviços de streaming tentavam repetir a fórmula de sucesso da Netflix. Era certo que em algum momento uma grande empresa de tecnologia (que não fosse tradicional no segmento de games) tentaria pegar um bolo dessa fatia. E é aí que surge a Google. A Vivo oferece uma internet banda larga estável, com até 300 Mega de velocidade. Consulte os planos disponíveis.

No último dia 19 de março, a gigante dos buscadores anunciou durante a Game Developers Conference seus planos para entrar no ramo dos jogos eletrônicos através do Google Stadia, um serviço de streaming por assinatura que permite ao usuário jogar os games mais procurados da atualidade sem ter um console. A ideia é poder jogar em televisores, tablets e smartphones com resoluções superiores a 4k a 60 fps, sem ter de desembolsar um caminhão de dinheiro para comprar um videogame.

Na teoria, você só precisa assinar o serviço, ter um controle, ou dispositivo compatível e fazer a festa. Todo o jogo seria processado pelos servidores e computadores da Google. Imagine jogar o vindouro Elder Scrolls VI sem precisar comprar um videogame novo ou um disco do jogo? Promissor, hein. Entretanto, a Google terá alguns desafios pela frente. Em relatório, os analistas da KeyBanc Capital Markets apostam que a velocidade de conexão será um desafio intermitente para a Google fora do eixo EUA-Canadá.

“Embora tenhamos ficado impressionados com o lançamento, acreditamos que a velocidade da internet pode continuar sendo um problema para a adoção global”, diz o relatório da KeyBanc. O problema real é que especialistas apostam que para manter uma conexão estável rodando jogos em alta qualidade as operadores de banda larga precisam oferecer ao menos 50 MB de internet. Imagine a complicação aqui no Brasil, em que algumas regiões nem contam com disponibilidade de reles 1 MB.

Se a velocidade de internet e estabilidade de conexão são um desafio a ser vencido, ao menos uma batalha a Google pode dizer que está no papo: poder de processamento. De acordo com a gigante da tecnologia, o Stadia possui 10,7 Teraflops, contra os 6,0 do Xbox One X e os 4,2 do Playstation 4 Pro. Isto faz do Stadia a “plataforma” mais poderosa do momento.

Outra vantagem é que o Stadia roda em Linux, o que torna a tarefa de desenvolver muito mais amistosa aos desenvolvedores com poucos recursos. A ideia é que os produtores possam desenvolver seus games diretamente da nuvem do Google. “Descobrimos que podemos levar qualquer jogo grande para qualquer dispositivo por meio do Google Chrome”, afirmou o presidente do Google Sundar Pichai no palco da GDC 2019.

Um detalhe importante: o Stadia será bem amistoso para realizar streaming através do Youtube, a fim de capturar as atenções de grandes influenciadores e do público aficionado por tecnologia. Se você quiser utilizar controles para jogar, fique à vontade, pois os controles do Xbox One e do PS4 poderão ser utilizados para jogar no Stadia.

O Google Stadia veio para destronar Sony, Nintendo e Microsoft, uma tarefa árdua e que vai depender tão somente dos preços praticados na assinatura e do catálogo de jogos disponíveis. As empresas rivais podem se gabar de contarem com grandes franquias, como Halo, God of War e Mario, enquanto que a Google tem o histórico de ser bem amistosa com desenvolvedores (leia-se a Google Play). O futuro é promissor. A única dúvida que fica é se as limitações de velocidade ao redor do mundo e a falta de jogos exclusivos poderão ser o calcanhar de aquiles do Stadia

https://www.youtube.com/watch?v=HikAuH40fHc&feature=youtu.be

Jogo brasileiro Sword of Yohh estará presente na Game Developers Conference (GDC) 2018

Hoje vamos falar de um jogo independente criado pelo estúdio UNDEVS, de São Paulo. Trata-se de Sword of Yohh, um game de combate multiplayer 2D com inspiração no gênero tower defense. Aqui o objetivo é destruir o totem do jogador adversário antes que ele destrua o seu próprio totem. Mas não pense que a terafa será fácil: os adversários (assim como você) podem usar armas poderosas e até manipular o cenário para ganhar vantagem no combate.

As batalhas acontecem num campo de batalha bastante ritualístico de um templo abandonado. Os totens apenas podem ser destruídos pelas poderosas Espadas de Yohh. A jogabilidade lembra uma partida de handball, com a diferença que ao invés de uma bola, vocês usam a mítica espada de Yohh. Quem estiver com a espada pode destruir o totem do adversário.

A jogabilidade é simples, porém bem fundamentada, de tal modo que há suporte para até quatro jogadores em simultâneo. Você pode escolher entre 7 personagens e o vencedor é definido por quem acertar a enorme espada no totem inimigo três vezes. Os visuais são um dos pontos mais bem avaliados da obra, graças ao design em preto e branco e as construções cheias de detalhes.

A impressão foi tão boa que Sword of Yohh é um dos destaques da Game Developers Conference 2018, nos EUA. O jogo foi vencedor da EPIC Game Jam Brasil e premiado no Rock in Rio 2017. A UNDEVS marcará ainda presença no estande da IDJ Games, na GDC Play, exposição de jogos independentes que acontece dentro da GDC. De acordo com os desenvolvedores, Sword of Yohh é apenas o primeiro game da IP Children of Yohh, que nasceu durante a Epic Game Jam, em São Paulo. A previsão de lançamento é para o final deste ano.

Abaixo tem o trailer de Sword of Yohh:

 

Kinship viaja aos Estados Unidos para participar da Game Developers Conference e Game Connection America

A Game Developers Conference e a Game Connection América são dois dos eventos mais importantes no calendário dos desenvolvedores de jogos eletrônicos. E não é por menos: tanto a GCA como a GDC contam com a participação das principais empresas desenvolvedoras de games do mundo e são reconhecidas pela indústria como excelentes oportunidades para ampliar a rede de contatos, alinhavar ou fechar parcerias e adquirir conhecimento. A desenvolvedora brasileira Kinship decidiu levar uma comitiva até os dois eventos a fim de levar seus projetos e quem sabe fazer negócios importantes. A GCA acontece de 19 a 21 de março, e a GDC ocorre de 19 a 23 de março.

Enquanto a GDC é destinada ao desenvolvimento dos profissionais do setor e oferece espaços para exposições e debates, a GCA é totalmente voltada para business. Tanto a GCA como a GDC contam com a participação das principais empresas desenvolvedoras de games do mundo e são reconhecidas pela indústria como excelentes oportunidades para ampliar a rede de contatos, alinhavar ou fechar parcerias e adquirir conhecimento. Enquanto a GDC é destinada ao desenvolvimento dos profissionais do setor e oferece espaços para exposições e debates, a GCA é totalmente voltada para business.

“É a primeira vez que a Kinship participará da GCA e da GDC e nosso foco estará totalmente em Skydome, game para PC de action tower defense e que deve ser lançado ainda este ano. Será uma grande oportunidade de aprendizado para a equipe da Kinship e esperamos não só ampliar a visibilidade sobre o estúdio, mas também fazer muitos novos contatos e negócios”, disse Cheny Schmeling, diretor criativo da Kinship.

O game a ser apresentado pela Kinship é Skydome, um tower defense que coloca dois times para lutar em arenas e invocam ondas crescentes de personagens para conquistar o artefato adversário. Em paralelo, os times precisam defender seu próprio artefato dos avanços hostis das criaturas inimigas.

Cada jogador escolhe um campeão do Skydome entre vários disponíveis, sendo que cada um tem seu próprio estilo de jogo e um conjunto diferente de habilidades, como as poderosas e inovadoras intervenções, que podem ser lançadas diretamente na arena adversária. Uma intervenção bem utilizada, além de deixar as partidas mais interessantes e imprevisíveis, pode modificar completamente o resultado do confronto. Mais informações no site do desenvolvedor.

Abaixo tem um trailer de Skydome, o jogo desenvolvido pela Kinship:

https://www.youtube.com/watch?v=OQaTtcR1JCU