W7M Esports retorna ao Fortnite com nova equipe e olho na Esports World Cup

A W7M, uma das principais organizações de esports do Brasil e conhecida por seus títulos no Rainbow Six Siege, está retornando ao Fortnite com uma equipe promissora. A organização anunciou a contratação dos jogadores Kurtz, Frosty, Phzin e Seeyun para competir no popular jogo, e já está se preparando para o Esports World Cup na Arábia Saudita.

O gerente de operações da W7M, Eudinho Filho, expressou otimismo quanto ao novo time:

“Este é um time muito jovem e que, mesmo com pouca idade, já conseguiu resultados surpreendentes. Eles conseguiram classificação no maior evento de Esports, além de já terem jogado outros mundiais. Acreditamos que o nosso retorno para o Fornite será de forma muito competitiva”.

A equipe é composta por talentos jovens, mas experientes. Kurtz, de 19 anos, é bicampeão nacional da FNCS; Phzin e Seeyun, com 17 e 20 anos, respectivamente, somam 5 títulos da FNCS; e Frosty, também com 19 anos, possui um currículo de 37 títulos oficiais.

Sobre w7m Esports:

A w7m Esports é a empresa do Grupo w7m Investments focada em esportes eletrônicos. Seu principal movimento se dá por meio da atuação no cenário competitivo, com mais de 50 atletas que atuam nos times de CS:GO misto e inclusivo, Rainbow Six Siege misto, Rocket League misto e Fortnite. A w7m Esports também busca fomentar ações para incentivar o mercado gamer como um todo, sendo a primeira organização a promover equidade salarial entre jogadoras e jogadores, dentre outras ações. A organização conta com o patrocínio do Banco do Brasil, Mercado Livre e Elements.

 

Texto por: Victor Cândido

O que a polêmica envolvendo o novo Assassin’s Creed pode nos ensinar

A recente controvérsia envolvendo Yasuke, o protagonista do novo jogo da Ubisoft “Assassin’s Creed Shadows”, nos oferece uma oportunidade de refletir sobre questões de representação cultural, racismo e a natureza da narrativa histórica na mídia de entretenimento.

A escolha de Yasuke, um samurai africano do século XVI, como personagem central de um jogo ambientado no Japão feudal, gerou uma série de debates intensos e acalorados. Porém, ao analisar as reações e os argumentos de ambos os lados, podemos extrair lições valiosas sobre preconceito, interpretação histórica e a importância de contar histórias diversificadas.

Racismo disfarçado de crítica histórica

Em primeiro lugar, é inegável que alguns indivíduos estão utilizando a polêmica para propagar racismo de maneira disfarçada. A crítica à escolha de um protagonista negro em um jogo ambientado no Japão frequentemente se mistura a argumentos que, sob uma análise mais profunda, revelam preconceitos raciais enraizados.

A alegação de que Yasuke “não pertence” à narrativa do Japão feudal ignora o fato de que ele foi uma figura histórica real já embasada por historiadores sérios, cuja história é tão válida e digna de ser contada quanto qualquer outra. Essa resistência à inclusão muitas vezes esconde um desejo de manter a mídia de entretenimento dominada por representações culturais homogêneas e exclui experiências e narrativas que fogem do padrão eurocêntrico.

A flexibilidade histórica de Assassin’s Creed

A franquia “Assassin’s Creed” nunca foi conhecida por sua precisão histórica rigorosa. Desde o seu início, a série tem sido uma mistura de fatos históricos e ficção, utilizando eventos e figuras reais como base para criar narrativas emocionantes e envolventes.

A inclusão de elementos fictícios, como a luta entre Assassinos e Templários e os artefatos místicos conhecidos como Pedaços do Éden, mostra claramente que o objetivo dos jogos não é fornecer uma recriação fiel da história, mas sim oferecer uma experiência de entretenimento rica e imersiva. Portanto, a crítica de que a inclusão de Yasuke distorce a história é, em grande parte, infundada dentro do contexto da série.

A importância da história de Yasuke

Contar a história de Yasuke em “Assassin’s Creed Shadows” não é apenas uma oportunidade para diversificar os protagonistas dos jogos, mas também para explorar temas que a franquia nunca abordou de maneira significativa. Yasuke representa a interseção de culturas, a migração e a complexidade das identidades históricas.

Sua jornada, de um africano que se torna samurai no Japão, desafia narrativas simplistas e permite uma exploração mais profunda de questões como o preconceito, a adaptação cultural e a resiliência pessoal. Esses temas são relevantes não apenas no contexto histórico, mas também em nosso mundo contemporâneo, onde questões de identidade e representação continuam a ser centrais.

Reflexão filosófica sobre a resistência à mudança

A resistência à mudança e à inclusão que vemos em torno da controvérsia de Yasuke pode ser compreendida através de uma lente filosófica. O filósofo alemão Friedrich Nietzsche argumentou que os seres humanos tendem a resistir ao que é diferente e desconhecido, preferindo o conforto das normas estabelecidas e das tradições. Essa resistência pode ser vista como uma forma de “ressentimento”, onde os indivíduos projetam sua frustração e insegurança em grupos ou ideias que ameaçam seu senso de identidade cultural e social.

Ao mesmo tempo, a filosofia existencialista, particularmente através das obras de Jean-Paul Sartre, nos ensina que a identidade humana é fluida e construída através de nossas escolhas e interações. Aceitar e celebrar a diversidade é reconhecer a complexidade e a riqueza da experiência humana. Em vez de ver a inclusão de Yasuke como uma ameaça, podemos vê-la como uma oportunidade para expandir nossa compreensão do mundo e de nós mesmos.

Conclusão: Assassin’s Creed Shadows é muito necessário nos dias de hoje

A polêmica em torno de Yasuke no “Assassin’s Creed Shadows” é um reflexo das tensões maiores em nossa sociedade sobre representação, história e identidade. Ela nos ensina que é crucial questionar os motivos por trás das críticas e reconhecer quando o preconceito está disfarçado de preocupação com a precisão histórica.

Além disso, contar essa história destaca a importância de contos diversos e ricos que desafiam narrativas homogêneas e promovem uma compreensão mais ampla e inclusiva da experiência humana. Através da história de Yasuke, temos a oportunidade de explorar novos temas e perspectivas, enriquecendo não apenas a franquia “Assassin’s Creed”, mas também nossa cultura como um todo.

Se o jogo será bom ou não, isso veremos em breve, mas é fato que só por ter aberto essa discussão Assassin’s Creed Shadows é muito necessário nos dias de hoje, pois nos possibilita debater questões raciais que ainda são tabus em toda a comunidade gamer. Acerto da Ubisoft!

Primeiro WIBR Summit Celebra as Conquistas Femininas no Mercado de Games e Esports em Busca de Maior Inclusão

A WIBR (Women in Brazil), empenhada em promover um ambiente inclusivo e seguro no cenário dos games para mulheres, realizou na última terça-feira (26) o seu primeiro WIBR SUMMIT. Este evento inaugural teve como objetivo destacar as realizações das mulheres no universo dos jogos, compreender a atualidade do mercado, suas origens e discutir ações para promover um futuro mais equilibrado e propício às mulheres. Sob a apresentação de Athena, influenciadora do MIBR e embaixadora da Natura, o encontro foi estruturado em três painéis que abordaram o passado, presente e futuro dos games.

A caster Babi Michelleto mediou o primeiro painel, intitulado “Virando o jogo”. Nele, personalidades como a apresentadora Nyvi Estephan, Érika Caramello, CEO da Dixelgame, e Jelly, pro player de VALORANT inclusiva do MIBR, compartilharam suas experiências pioneiras, destacando a importância de reconhecer referências femininas para inspirar mais mulheres a se interessarem pelos games. Elas enfatizaram como a presença feminina diversifica o cenário dos jogos, ampliando horizontes e criando novas oportunidades.

Considerando que 59% das jogadoras escondem seu gênero, apesar de representarem mais de 50% dos entusiastas de jogos, o MIBR destaca-se como uma das poucas organizações de esports com uma mulher como CEO. O segundo painel focou em profissionais femininas bem-sucedidas em diversas áreas do mercado de games.

Sob a mediação de Denise Coutinho, diretora de marketing e comunicação da Natura, o painel “Elas fazem a carreira delas” contou com a participação de profissionais como Anahy Couto, psicóloga do Corinthians e do MIBR, Andressa Delgado, co-criadora do Perifacon, e Luciana Galastri, líder de operações lifestyle e games no TikTok. Elas compartilharam suas jornadas, desafios enfrentados e enfatizaram a importância da criação de oportunidades para outras mulheres.

O terceiro painel, sobre o futuro, mediado por Mariana Uchôa, fundadora da Diversigames, analisou a diversidade de carreiras no universo dos games e destacou a oportunidade de novos negócios para marcas. O encerramento do evento contou com uma apresentação da cantora e embaixadora do MIBR, Vitorinha, que expressou sua gratidão pela oportunidade de compartilhar o palco com mulheres inspiradoras.

O WIBR SUMMIT está disponível na íntegra no canal do YouTube e LinkedIn da WIBR, assim como em seu site oficial, até o dia 2 de abril. Para mais informações, acesse o site oficial.